Placard de apostas desportivas: os dois Placard e o que muda entre eles
Dois regimes, uma palavra. O Placard de balcão existe desde 9 de setembro de 2015 e paga imposto do selo; o Placard.pt tem licença n.º 013 do SRIJ e segue o RJO.

Os dados aqui comparados estão válidos a partir de 29 de Outubro, 2026, verificados contra o registo de entidades licenciadas do SRIJ (Turismo de Portugal), na versão de 19 de outubro de 2026.
Duas marcas com o mesmo nome
Escrever «o Placard» sem dizer de que marca se fala é a forma mais rápida de errar tudo o que vem a seguir. Existem duas coisas com o mesmo nome em Portugal, e elas não se cruzam: não partilham bases de dados, não partilham odds, e cada uma obedece a um diploma diferente.

O Placard dos Jogos Santa Casa é a aposta desportiva à cota de base territorial. Está disponível desde 9 de setembro de 2015, e as três modalidades iniciais foram o futebol, o basquetebol e o ténis. O apostador preenche um bilhete de modelo adotado pela Santa Casa, ou a aposta é registada num terminal por um mediador autorizado; o valor apostado paga-se em numerário ou com cartão bancário de débito. Este não é um produto online do SRIJ: o Regime Jurídico dos Jogos e Apostas Online exclui expressamente do seu âmbito as apostas desportivas à cota de base territorial aprovadas pelo Decreto-Lei n.º 67/2015.
O Placard.pt é outra coisa. O site online é explorado pela SAS Apostas Sociais – Jogos e Apostas Online, S.A., que detém a licença n.º 13 do SRIJ para apostas desportivas à cota. Foi detida em 2018 pela SAS Apostas Sociais, com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a deter 54 % do capital, a União das Misericórdias Portuguesas 16 %, a Fundação Montepio Geral 15 %, a Cáritas Portuguesa 7,5 % e a ACAPO 7,5 %. Esta participação não transforma o site online no Placard de balcão. As duas marcas partilham o nome, não o produto.
Quando alguém fala de «apostas desportivas à cota» em Portugal, a pergunta que decide o resto é uma só: o dinheiro entra num balcão de Santa Casa ou numa conta aberta online contra uma casa que o SRIJ autoriza? As respostas a essa pergunta determinam o imposto, a forma de receber os ganhos, os mecanismos de proteção disponíveis e a margem de que estamos a falar.
A margem que nenhuma estratégia apanha
A palavra que o marketing da casa assenta sem explicar chama-se margem. Uma cota não é o que se recebe se a aposta vier a ganhar — é o que o operador promete pagar por cada euro, caso venha. O que sobra para ele é a margem da casa, e é esse número que transforma uma cota de 1,90 num negócio deficitário para quem aposta.
Numa aposta de 1,90 e uma de 1,90 sobre o mesmo resultado, cada euro apostado é devolvido como 1 ÷ 1,90 em cada um dos dois lados, ou seja cerca de 0,526 € por euro. Somados os dois lados, o retorno ao jogador é 1,052 € por cada euro apostado — o que significaria que sobra 0,052 € por euro, mais do que se pode pagar. Um mercado só é coerente se as duas cotas apontarem em direções opostas, uma de cada lado. O exemplo canónico é o mercado de dois resultados: 1,90 de um lado, 1,90 do outro. O retorno é então 1 ÷ (1/1,90 + 1/1,90) = 0,952 € por euro, e a margem é 8 %.
É este o número que importa a quem vê uma «1,90» isolada. Uma cota de 1,90 parece moderada; num mercado de dois lados é das piores probabilidades possíveis, porque o preço justo de um jogo equilibrado seria 2,00. O operador fica com a diferença entre o que o mercado justo e o que efetivamente devolve. Nenhuma estratégia de prognóstico altera essa margem: ela já está embutida na cota antes de a bola rolar.
Bónus de boas-vindas: o que se recebe e o que se exige
Uma casa que oferece «100 € de bónus» está a fazer uma troca. Entrega saldo de bónus, que só se converte em dinheiro depois de um volume de apostas que o jogador tem de fazer para o desbloquear. O problema nunca é o valor do bónus: é o volume.
O mais concreto é o da Betano. A sua oferta de boas-vindas multiproduto chega a 250 € e tem quatro etapas: na 1.ª, depositar 10 € dá 30 € para jogar (20 € em apostas grátis e 20 rodadas); na 2.ª, bónus de 100 % até 100 € e 5 € em aposta grátis; na 3.ª, 10 € em aposta grátis; na 4.ª, aposta sem risco até 100 €. Quatro etapas em cadeia significam quatro camadas de requisitos antes de se chegar ao fim — e a palavra «até» no bónus de 100 % significa que o valor máximo só é alcançado por quem deposita mais. Quem deposita 10 € não recebe 100 €: recebe 10 €.
A ESC Online usa outra estrutura, mais ligada a apostas desportivas do que a casino: dá 1 freebet de 10 € por cada 10 € depositados, até 10 freebets (máximo de 100 €). Cada 10 € apostados em dinheiro real a cotas de 2.00 ou superiores desbloqueiam uma freebet, e os ganhos das freebets são pagos em dinheiro real. Esta parte é onde a promoção se revela ou se desfaz: as freebets exigem apostas acima de 2.00, o que significa que o valor da oferta depende do comportamento de quem a recebe. Quem aposta em cotas baixas nunca desbloqueia. E cada freebet exige exatamente 10 € de apostas — não «até» 10 €, exatamente.
Nenhum destes bónus altera a margem. Uma aposta grátis a 1,90 devolve metade do valor com a probabilidade de metade; a diferença face a uma aposta de 10 € em dinheiro real é temporal, não numérica. O bónus aumenta o número de apostas que o jogador faz sem aumentar a sua vantagem esperada.
E a palavra «bónus» tem limites que a lei impõe sem numerar. As Orientações do SRIJ exigem que as regras mostrem que parte de cada aposta é paga a partir de «saldo real» e que parte vem de «saldo de bónus», e que o volume mínimo de dinheiro real necessário para usar um bónus nunca pode exceder o valor do bónus. As promoções atribuem apenas bónus ou créditos, nunca convertidos diretamente em dinheiro. Os créditos de bónus contam para os limites que o jogador se impõe. Não há tecto monetário para bónus, não há proibição de bónus de boas-vindas, e não há prazo legal para cumprir os requisitos. Um bónus de boas-vindas é legal desde que respeite estas condições — o que a lei não faz é protegê-lo de más condições.
Pagamentos, depósitos e levantamentos
O momento do levantamento é a diferença mais visível entre o jogo no balcão e o jogo online. Em Santa Casa, o prémio de um bilhete do Placard é levantado no ponto de venda onde foi emitido, com identificação; o apostador tem de fornecer identificação, idade e/ou número de identificação fiscal tanto ao apostar como ao receber um prémio. Não há processamento bancário a intervir.
No online, o dinheiro entra num sistema com regras próprias. O registo exige NIF e os identificadores da conta de pagamento do próprio jogador; os levantamentos vão apenas para essa conta. Não há jogo anónimo. Os instrumentos de pagamento são eletrónicos, em euros, emitidos por fornecedores autorizados, e identificam o pagador; um operador não pode fazer empréstimos a um jogador. Uma casa que pede ao jogador que deposite por um caminho que não identifica o pagador está a operar fora do que a lei permite.
A regra estrutural que importa mais do que a velocidade: os levantamentos só podem ser feitos para a conta do próprio jogador. Isto corta a uma técnica comum — a conta de terceiro — e transforma cada transferência numa verificação. E para quem se pergunta se um valor grande pode entrar no sistema: não há tecto legal para apostas, depósitos ou perdas. O que existe é a obrigação de o operador oferecer mecanismos de limite, e a prática de cada casa fixar os seus próprios limites.
Quanto a que métodos são aceites, a lei não fixa uma lista. O que um operador aceita — cartão, transferência, carteira eletrónica — é matéria dos seus termos e das plataformas que integra. Dizer que um método é proibido por lei em Portugal é inventar. A velocidade de saída é diferente: cada casa processa os seus levantamentos segundo as suas próprias regras e segundo o que a plataforma de pagamento faz.
Apps e telemóvel: três coisas, não uma
O mobile não é uma categoria única. Há três coisas distintas que uma marca pode oferecer, e o leitor que as confunde paga por isso.
A primeira é a app do Santa Casa. A app Placard dos Jogos Santa Casa serve para consultar eventos e estatísticas, simular apostas e ganhos e gerar um QR Code do bilhete de aposta para validação no mediador. Ou seja: não aceita a aposta. Prepara o bilhete e manda o jogador ao ponto de venda. É um simulador com código de barras, não uma carteira.
A segunda é a app de uma casa licenciada, que aceita a aposta diretamente. A do Placard.pt, para iOS, permite apostar nos principais eventos desportivos, acompanhar jogos e apostas em direto e consultar cotas em tempo real. A da bwin inclui transmissões em direto de jogos de futebol e eventos selecionados e aceita depósitos por MBWay, Multibanco, PayPal, Visa, MasterCard e Apple Pay. Esta última reúne três coisas numa: streaming, meios de pagamento locais e aposta ao vivo.
A terceira são as apps que completam por streaming ou por acesso a eventos, sem aposta ao vivo disponível em todas as casas. A do Casino Portugal permite fazer depósitos e levantamentos diretamente na aplicação e dá acesso aos principais eventos desportivos para apostar. A da Betclic para iOS inclui a funcionalidade Cash Out, que permite encerrar uma aposta desportiva antes de o resultado estar fechado. E a do Lebull oferece apostas desportivas em futebol, ténis e basquetebol, com cotas e mercados atualizados em tempo real, numa app pensada para telemóvel.
A diferença entre a app do Santa Casa e as restantes é a fronteira entre o balcão e o online. Se a app gera um QR Code para o jogador ir validar, quem jogou foi ao balcão.
O enquadramento legal: o que uma casa de apostas tem de ter
O Regime Jurídico dos Jogos e Apostas Online (RJO), Anexo I do Decreto-Lei n.º 66/2015, de 29 de abril, estabelece as regras. As apostas desportivas à cota são uma categoria de licença própria (art. 5.º n.º 1 a); cada categoria é uma licença separada (art. 12.º n.º 1). Uma «aposta desportiva» é um valor posto sobre um prognóstico relativo ao resultado de uma competição desportiva previamente identificada, cujo resultado é incerto e não depende da vontade dos participantes; uma «aposta à cota» é aquela em que o jogador aposta contra o operador numa cota de 1,00 ou mais, fixada previamente, e o prémio é o valor apostado multiplicado pela cota.

Uma licença dura 3 anos, renovável em períodos de 3 anos, e exige garantias de 500 000 € e 100 000 €. Uma licença estrangeira não é válida em Portugal (art. 9.º n.º 3). O site do operador tem de estar sob «.pt», com cada acesso de Portugal redirecionado para ele (art. 28.º n.º 1), e tem de exibir o logótipo do SRIJ e a referência da licença (art. 30.º). A idade mínima é 18 anos.
Operar sem licença em Portugal, a partir de servidores no estrangeiro, é crime de exploração (art. 49.º), punível com prisão até 5 anos ou multa até 500 dias. O SRIJ notifica o operador para parar em 48 horas; se não parar, notifica os prestadores de serviços, que têm de tornar o acesso impossível em 48 horas. Até 31 de março de 2026, o SRIJ tinha contado 1 739 notificações a operadores ilegais, 2 930 sítios notificados a prestadores e 71 participações ao Ministério Público — notificados para bloqueio, não bloqueados. Um jogador num site sem licença não tem proteção legal nem acesso às ferramentas de autoexclusão.
O que se pode apostar está fechado. Só se pode apostar nas modalidades, competições e eventos da lista que o SRIJ aprova (art. 5.º n.º 5); apostas online não regulamentadas são proibidas (n.º 4). A lista «Modalidades e competições» (atualizada a 9 de outubro de 2026) permite apostas simples e múltiplas, pré-evento ou em direto — mas apenas sobre os tipos de resultado que a lista marca. No futebol, por exemplo, «próximo marcador» e os mercados de prolongamento e deiu são apenas em direto, «pontapé de saída» é apenas pré-evento, e os mercados rápidos «próximo minuto» e «próximos 5 minutos» não são permitidos. A lista abrange cerca de 30 modalidades — do andebol ao pólo aquático, mais os Jogos Olímpicos — e não nomeia e-sports nem desportos virtuais: não porque a lei os proíba, mas porque não constam dela.
Escalões de formação estão proibidos: apostas sobre eventos, testes ou competições abaixo do escalão sénior (art. 5.º n.º 6). Quem pode influenciar um resultado — officials, treinadores, atletas, árbitros, agentes — não pode apostar em eventos a que esteja ligado (art. 6.º i)). Cash out não aparece na lista — é uma funcionalidade de cada operador, não uma categoria legal. Nenhum diploma fixa uma cota mínima.
Sobre impostos: o operador paga o Imposto Especial de Jogo Online (IEJO) nas apostas desportivas à cota a 8 % do valor apostado — mais qualquer comissão cobrada —, não da receita bruta (art. 90.º). A escala progressiva de 8 % a 16 % que artigos mais antigos descrevem foi revogada. Os ganhos pagos por um operador licenciado não são tributados nas mãos do jogador segundo as regras vigentes em outubro de 2026; confirme com a Autoridade Tributária ou um contabilista. Para o Placard de Santa Casa, aplica-se um regime próprio: imposto do selo de 4,5 % sobre o preço de cada aposta e 20 % sobre a parte de um prémio acima de 5 000 €. Esse não se aplica às marcas com licença RJO.
Jogo responsável: os limites que cada jogador se impõe
Não há tecto legal para apostas, depósitos ou perdas. O que a lei exige é um mecanismo: o plano de jogo responsável do operador tem de permitir ao jogador limitar os montantes depositados e as apostas feitas, com pelo menos um limite diário, semanal ou mensal, válido apenas no operador onde foi definido. Os limites que o jogador se impõe contam os créditos de bónus.
A autoexclusão funciona de dois modos (art. 39.º). No site de um operador, barra apenas esse site. Na plataforma do SRIJ, barra todos os sites licenciados. O período mínimo é de 3 meses, até uma data escolhida ou por tempo indeterminado; terminar ou encurtar o período só tem efeito um mês após a comunicação. Uma exclusão de período fixo suspende a conta e permite levantamentos; uma exclusão indefinida cancela a conta e o saldo vai para a conta de pagamento do jogador. Ninguém pode abrir conta durante uma exclusão.
Para quem precisa de ajuda: a Linha 1414 — SOS Jogador (ICAD) funciona em dias úteis, das 10:00 às 18:00, e é gratuita e confidencial. Sites não licenciados não estão ligados ao registo de autoexclusão — razão de mais para verificar a licença.
Oito plataformas, uma escolha
As oito plataformas nesta comparação têm todas licença do SRIJ para apostas desportivas à cota — Betano (018), Betclic (001), bwin (002), Casino Portugal (007), ESC Online (008), LeBull (027), Solverde (024) e Placard.pt (013). Nenhuma tem a exclusividade. A lista de entidades licenciadas do SRIJ, atualizada a 19 de outubro de 2026, nomeia 19 marcas, 13 das quais detêm a licença de apostas desportivas: 10 em atividade e 3 suspensas a pedido da própria empresa.
Uma suspensão a pedido da empresa não é revogação nem passagem para offshore. É uma pausa voluntária. Bet365, Betway, Unibet, William Hill, 1xBet e 22bet não constam da lista: nunca são chamadas de licenciadas em Portugal, mas a sua ausência também não é um juízo sobre elas noutros mercados.
A comparação não é uma classificação. Uma casa pode ter melhor oferta ao vivo e piores meios de pagamento; outra pode ter streaming e nenhum cash out. A escolha depende do que cada jogador faz com a sua conta.
| Operadora | Licença SRIJ e entidade | O que os termos da operadora dizem |
|---|---|---|
| Betano | 018, Kaizen Gaming International Limited | Depósito de 10 € dá 30 € (20 € apostas grátis + 20 rodadas); 100 % até 100 € + 5 € aposta grátis; 10 € grátis; aposta sem risco até 100 € |
| Betclic | 001, BEM Operations Limited | App iOS com Cash Out para encerrar aposta antes do resultado |
| bwin | 002, GOBET-Entretenimento | App com transmissões ao vivo; depósitos por MBWay, Multibanco, PayPal, Visa, MasterCard, Apple Pay |
| Casino Portugal | 007, SFP Online S.A. | Depósitos e levantamentos na app; acesso a eventos desportivos; mínimo 18 anos |
| ESC Online | 008, Estoril Sol Digital | 1 freebet de 10 € por 10 € depositados, até 10; cada 10 € a cotas 2.00+ desbloqueia uma freebet |
| LeBull | 027, Southern Stingray | Futebol, ténis e basquetebol; cotas e mercados em tempo real |
| Solverde | 024, Solverde Investimentos Turísticos | Aposta mínima 0,10 €; sem máximo fixo; sem Cash Out; ganhos em 15 min |
| Placard.pt | 013, SAS Apostas Sociais | Aposta mínima 0,10 €; limites definidos pelo operador; ferramentas de limite e autoexclusão |
Betano: a cadeia de quatro etapas
O bónus de boas-vindas da Betano — 250 € em quatro etapas, com «até 100 €» duas vezes — é generoso na estrutura e oneroso na execução: cada etapa só se abre quando a anterior foi cumprida, e quem deposita o mínimo fica com muito menos do que o número da campanha sugere. A aposta sem risco é a etapa mais simples de entender: se perder, o valor apostado volta; se ganhar, fica com o prémio. Mas é o valor da aposta que fica devolvido, não um reembolso em dinheiro — e a diferença entre uma coisa e outra é precisamente o que a palavra «sem risco» esconde.
Betclic e bwin: encerrar ou ver
A Betclic, com a sua licença n.º 001 e o Cash Out na app iOS, é a única desta lista cujo destaque documentado é encerrar uma aposta antes do resultado. Isso muda a natureza do risco: permite retirar uma posição antes de saber o final, ao custo de uma margem que o operador controla. Para quem aposta em jogos longos, é útil; para quem aposta em mercados rápidos, é irrelevante.
A bwin, com licença n.º 002, combina duas coisas que outras marcas separam: streaming ao vivo e meios de pagamento locais como MBWay e Multibanco. É a opção para quem aposta a ver o jogo e a levantar por MBWay sem sair de Portugal.
ESC Online e LeBull: as freebets e as modalidades
A ESC Online tem uma estrutura de freebets que vale a pena ler com atenção antes de aceitar: desbloqueiam-se a cada 10 € apostados a cotas de 2.00 ou mais. Isso é uma imposeção ao comportamento do jogador. Quem naturally aposta abaixo de 2.00 nunca chega a receber a décima freebet — e a oferta vale exatamente o que o seu padrão de apostas permitir desbloquear.
A LeBull (licença n.º 027) opera em três modalidades — futebol, ténis e basquetebol — com atualização em tempo real. É uma cobertura deliberadamente estreita, e quem faz as suas apostas noutras modalidades não a encontra útil.
Solverde, Casino Portugal e Placard.pt
A Solverde (licença n.º 024) tem a particularidade de não oferecer Cash Out, e paga os ganhos em até 15 minutos assim que todos os eventos terminam. É a mais rápida desta lista na liquidação e a mais limitada em gestão de risco ao vivo.
A Casino Portugal (licença n.º 007) permite depósitos e levantamentos diretamente na app e tem eventos desportivos, mas a sua identidade é casino-first — a licença de apostas desportivas existe, o foco é outro.
O Placard.pt, com licença n.º 013 da SAS Apostas Sociais, é a segunda Placard na lista. Aposta mínima de 0,10 €, limites definidos pelo operador e variáveis com o evento, ferramentas de limite de apostas, depósitos e perdas, autoexclusão com duração mínima de três meses. É a opção de quem quer o nome Placard sem ir ao balcão.
Perguntas frequentes
O Placard da Santa Casa é o mesmo que o Placard.pt?
Não. O Placard da Santa Casa é a aposta à cota de base territorial, disponível desde 9 de setembro de 2015, com bilhetes ou terminais de mediador e pagamento em numerário ou cartão de débito, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 67/2015 e fora do RJO. O Placard.pt é o site online da SAS Apostas Sociais, com licença n.º 013 do SRIJ. São empresas diferentes, sem bases de dados nem odds comuns.
Como confirmo que uma casa de apostas tem licença do SRIJ?
Consulte a lista «Entidades licenciadas» do SRIJ, atualizada a 19 de outubro de 2026. Verifique se a marca aparece, se a licença é de «apostas desportivas à cota» e se o site está sob «.pt». Uma licença estrangeira não é válida em Portugal (art. 9.º n.º 3). Uma marca ausente da lista não tem licença.
Como se calcula o que paga uma aposta?
Numa aposta à cota, o prémio é o valor apostado multiplicado pela cota. Se aposta 10 € a 1,90 e ganha, recebe 19 €. Numa aposta múltipla, as cotas multiplicam-se: 1,90 × 1,90 = 3,61, e uma base de 10 € paga 36,10 €. A margem da casa está embutida em cada uma das cotas.
Os ganhos das apostas desportivas pagam imposto em Portugal?
Segundo as regras vigentes em outubro de 2026, os ganhos pagos por um operador licenciado não são tributados nas mãos do jogador nem declarados. Esta informação vem da imprensa, não de uma página da Autoridade Tributária — confirme com a Autoridade Tributária ou um contabilista. Para o Placard de Santa Casa, aplica-se o imposto do selo de 4,5 % e 20 % sobre a parte do prémio acima de 5 000 €.
Em que modalidades se pode apostar numa casa licenciada em Portugal?
Apenas nas modalidades, competições e eventos da lista que o SRIJ aprova. A lista «Modalidades e competições» de 9 de outubro de 2026 abrange cerca de 30 modalidades, do futebol ao pólo aquático, mais os Jogos Olímpicos, com apostas simples e múltiplas, pré-evento ou em direto. A lista não nomeia e-sports nem desportos virtuais. Apostas sobre escalões de formação são proibidas.
O que arrisca quem aposta numa casa sem licença do SRIJ?
Quem opera sem licença em Portugal comete crime de exploração (art. 49.º), punível com prisão até 5 anos ou multa até 500 dias. O SRIJ afirma que o jogador num site ilegal pode enfrentar uma coima de 2 500 € a 25 000 €, embora essa classificação não esteja estabelecida. O jogador não tem proteção legal nem acesso às ferramentas de autoexclusão dos operadores licenciados.
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